Saturday, 18 February 2017

For Wed 21: George Saunders, on "The School" by Donald Barthelme and how to write a short story

We are all a community: let's get ready to write with and back and forth at each other.

Read:
http://paulsaxton.files.wordpress.com/2013/01/saunders-barthelme-a.pdf

in Come Back, Donald Barthelme, ed. Dave Eggaes, San Francisco : McSweeney's Quarterly Concern, [2007]

and comment on one or more of the three:
a) a surprising statement
b) an insightful statement
c) a statement you disagree with

Wednesday, 25 May 2016

“People were always getting ready for tomorrow. I didn’t believe in that. Tomorrow wasn’t getting ready for them. It didn’t even know they were there.”


           A model commentary to Cormac McCarthy's quotation (The Road, 2007), courtesy of Maria Inês.

 O excerto apresentado pertence a uma fala da personagem Ely num momento em que este questiona duas noções bastante importantes na literatura e pensamento americanos que se encontram interligadas. Primeiro, o conceito do “amanhã/manhã” como espaço de recomeço e possibilidade. Segundo, a ideia de que cada indivíduo no espaço americano importa e que pode realmente fazer a diferença, “It didn’t even know they were there.” Desta forma, dois importantes conceitos são questionados através da personagem Ely.
            Esta desconfiança e questionamento de grandes narrativas, típicos do pós-modernismo, podem ser encontrados em outras obras da literatura pós-modernista americana como, por exemplo, “This Property is Condemned” de Tennessee Williams. Nesta obra, o tema da mobilidade e fluidez social, da moralidade e inocência sulistas, e dos fortes valores familiares são questionados ao sermos brevemente apresentados a Willie e à história da sua família, condenada a viver numa propriedade onde qualquer oportunidade de mudança acaba frustrada.
            Um outro exemplo, em que a Verdade é relativizada, é no conto “Recitatif” de Toni Morrison. Onde a narrativa é condicionada pela percepção de quem a constrói, mostrando que não existe uma única Verdade, mas diversas Verdades. Neste conto, o mesmo evento é relatado cinco vezes distintas, sempre de forma diferente, acrescentado ou alterando certos detalhes, demonstrando como o passado é apenas uma narrativa construída subjectivamente.
            Por fim, um outro exemplo literário, que explicitamente questiona as narrativas construídas em volta do passado, é o texto “After Life” de Joan Didion. Nesta “memoir”, Didion expõe a natureza duvidosa/incerta do passado que constrói, colocando o leitor numa posição em que este(a) se encontra consciente de que a narrativa apresentada é uma construção profundamente marcada pela experiência emocional da autora dos eventos relatados. Esta “re-evaluation of and a dialogue with the past in the light of the present” (Hutcheon, 1988) é tornada clara no texto de Didion através da utilização de expressões de modalização e metalinguagem, “I considered adding these words” (Didion, 2005).
            Para concluir, no excerto apresentado, o mesmo questionamento proveniente de uma atitude de relativização e desconfiança perante grandes narrativas pode ser encontrado, pois duas importantes noções para a construção da América como conceito estão a ser questionadas. Tal como nas três obras já mencionadas, Cormac McCarthy utiliza o conceito do “amanhã” para o subverter, assim como desacredita a ideia da excepcionalidade e potencialidade do indivíduo nos EUA.
Nota: O excerto citado de Linda Hutcheon provém da sua obra A Poetics of Modernism (1988).

Wednesday, 11 May 2016

ULICES (University of Lisbon Centre for English Studies) Summer Courses


Class on Narrative Medicine - May 19


HW for May 17: A. M. Homes, "Jim Train" (1990)

Please comment
- on the symbolism of the train and the journey in the short story
- on relevant passages (with examples) of the image of the United States
- on the conflicting ideal of masculinity
- on the short story appearing in a collection titled The Safety of Objects
- on anything else you find of interest